O pré-operatório em cirurgia pediátrica:

 

 

O pré-operatório vai depender de alguns fatores como:

                        -Idade da criança.

                        -Horário da operação.

                        -Operação que será realizada.

                        -Tipo de anestesia que será aplicada.

 

Quanto ao jejum:

Em geral o pré-operatório de cirurgias menores (ambulatoriais), nas quais as crianças recebem alta hospitalar no mesmo dia. È o seguinte:

                        -Crianças que só se alimentam com leite materno:

                                    -Jejum de 4 a 6 horas antes da operação.

                        - Crianças que se alimentam com leite industrializado (mamadeira):

                                    - Jejum de 8 horas antes da operação.

                        - Crianças que já se alimentam com dieta variada:

                                    - Jejum de 8 horas antes da operação.

 O jejum significa que a criança deve permanecer sem comer ou beber nada, durante o período que antecede a operação, nem mesmo água pode ser ingerida. Existe um risco aumentado de complicações respiratórias durante a indução anestésica em crianças que não estão com o jejum adequado. Por isso, para que a operação não tenha riscos maiores, sempre cumpra o prazo de jejum estipulado.

Para saber quando deverá ser a última refeição do seu filho antes da operação, você deve saber a hora (mesmo que aproximada), que ela está agendada no hospital. Em geral, sempre que possível, as crianças são operadas no período da manhã, com a finalidade de permanecerem menor tempo acordadas e em jejum.

 

Quanto á anestesia:

A maioria das operações da cirurgia pediátrica são realizadas sob anestesia geral, mesmo operações mais simples. Pois a anestesia local exige que a criança coopere e que fique quieta enquanto estamos realizando o procedimento, fato que na maior parte das vezes é impossível. Por isso, para que a criança fique mais confortável e menos traumatizada, a operação é feita com a criança dormindo sob a ação do anestésico geral.

Durante todo o ato operatório seu filho terá monitoramento cardíaco e respiratório, com o objetivo de detectar precocemente qualquer tipo de irregularidade, tornando assim a anestesia, mais segura. Você sempre tem a opção de marcar uma consulta pré-anestésica na qual poderá conversar e esclarecer dúvidas com o anestesiologista.

 

No hospital:

Procure chegar no hospital no mínimo uma hora antes da operação, pois nem sempre a internação é rápida, o que acaba tumultuando e atrasando o início da operação.

Depois que a internação liberar o prontuário para o centro cirúrgico, o acompanhante que irá entrar no centro cirúrgico com a criança, deverá se dirigir ao vestiário para troca de roupas. Lembre-se que a pessoa que a família escolher para entrar com a criança deve ser alguém que o paciente goste e confie e que consiga inspirar calme e segurança durante o período que estiver no centro cirúrgico.

Após entrar no vestiário, trocar toda a roupa pelas roupas do centro cirúrgico, colocar o propé (sapatilha de tecido sobre o sapato), o gorro e a máscara. O parente deverá pegar a criança no colo, ou pela mão (a criança também já deverá estar paramentada) e se dirigir á sala de operação.

Ele será guiado pelo auxiliar de enfermagem até a sala do centro cirúrgico onde estarão os cirurgiões, anestesistas e enfermeiros que participarão da cirurgia.

A indução anestésica da criança poderá ser feita por meio de máscara (a criança irá respirar por uma máscara o oxigênio e o gás anestésico), ou por punção venosa (após a qual será injetada uma medicação anestésica que fará o paciente dormir). Mesmo que se opte por indução sob máscara, depois que o paciente adormecer será puncionada uma veia para hidratação venosa e injeção de medicamentos. Depois que o paciente dormir, o acompanhante irá aguardar o fim da operação em uma sala dentro do centro cirúrgico.

Não é permitida a presença do acompanhante durante o ato cirúrgico, pois todos estarão paramentados com capotes e luvas esterilizados e a atenção de toda equipe estará voltada para a criança. A presença de uma pessoa leiga na sala de operações aumenta o risco de infecção e dispersa a atenção da equipe operatória.

Quando a operação acabar o cirurgião irá conversar com o acompanhante e acompanhá-lo até a sala de recuperação anestésica. Nesta fase, a criança costuma estar um pouco agitada, não por dor (pois estará ainda sob efeito de analgésicos e anestésicos potentes), mas porque estará acordando da anestesia, ainda estará monitorizada e com hidratação venosa. Só receberá alta desta sala após estar totalmente desperta e for avaliada pelo anestesiologista que assinará a alta para o apartamento ou enfermaria (conforme o plano do paciente). O anestesista irá solicitar a retirada do acesso venoso da criança , antes da saída do centro cirúgico, conforme a operação realizada..

Nas operações nas quais a criança tem alta no mesmo dia, ela poderá alimentar-se logo que chegar ao quarto do hospital. Será prescrita dieta livre própria para a idade.

O paciente receberá alta após aceitar a dieta e no horário indicado pelo cirurgião na prescrição médica. É comum que a criança apresente náuseas após a operação e que não aceite bem esta primeira dieta, neste caso não insista, assim que passar totalmente o efeito da anestesia a criança aceitará melhor a dieta.

 

 

Operações maiores:

Nas operações maiores existe a necessidade da criança permanecer internada por um período de tempo variável, conforme o porte e o tipo de operação. Nem sempre a criança poderá se alimentar nos primeiros dias, permanecendo ainda um tempo em jejum e com hidratação venosa. Isso será conversado e explicado pelo cirurgião antes da operação, para que os pais permaneçam informados de tudo que acontecerá com seu filho antes, durante e após o período de internação hospitalar. Sempre faça perguntas sobre o que você estiver com dúvidas, estaremos sempre á postos para esclarecimentos!

 

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